sábado, 21 de novembro de 2009

Economia


Economia Internacional



Bolsa de NY fecha em queda

   Os principais índices de ações da Bolsa de Valores de Nova York recuaram pelo terceiro pregão seguido nesta sexta-feira, à medida que investidores enxergaram resultados mais fracos que o esperado da fabricante de computadores Dell e da construtora D.R. Horton como mais um sinal de que a recuperação será anêmica.
   O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,14%, para 10.318 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,5%, para 2.146 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 0,32%, para 1.091 pontos.

   Após a valorização de mais de 60% do S&P 500 ante suas mínimas de fechamento em 12 anos, atingidas em 9 de março, investidores têm se tornado mais sensíveis a sinais de fraqueza na ecomomia, uma vez que buscam justificativas para os elevados preços das ações."Embora nos pareça que a recessão acabou, há muitos sinais de debilidade", disse Sasha Kostadinov, gerente de portfólio e analista de pesquisa da Shaker Investments, em Cleveland, Ohio. "O desemprego ainda está muito alto, muitas pessoas estão sem trabalho e isso ainda está causando um estresse significativo."
   A queda de 54% no lucro trimestral da Dell fechou uma difícil semana para o setor de tecnologia, que tem sido o "queridinho" do mercado desde março, à medida que investidores apostam numa forte recuperação para estimular os gastos corporativos e de consumidores. As ações da empresa despencaram 10%.
   Os papéis da D.R. Horton tombaram 15,4%, depois de a segunda maior construtora dos EUA reportar um prejuízo em seu quarto trimestre fiscal maior que o esperado e dizer que as condições do mercado "ainda estão desafiadoras".

   A preocupação com as perspectivas econômicas levaram investidores a correrem para ações defensivas, consideradas mais capazes de resistirem às incertezas da economia. Esse movimento limitou as perdas no Dow Jones. Na semana, o Dow Jones subiu 0,5%, o S&P 500 caiu 0,2%, ao passo que o Nasdaq cedeu 1%.




Produção mundial de aço volta a subir graças à China







   A produção mundial de aço recuperou o impulso no mês de outubro, com um aumento de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado, estimulada pela China, anunciou nesta sexta-feira a federação mundial World Steel Association (WSA).Os 66 países membros da federação mundial de aço produziram em outubro um total de 112 milhões de t, nível mensal mais elevado desde o início do ano e 13,1% superior ao montante registrado em outubro de 2008.
   "É o segundo mês consecutivo a mostrar um índice de crescimento positivo desde setembro de 2008", indicou a federação em um comunicado.
   Em setembro, a produção mundial cresceu 1%, a 108,8 milhões de t - resultado muito melhor que a queda de 0,6%, como esperava a WSA.
   A recuperação da produção de aço se deve principalmente à China, de longe o maior produtor do mundo, que em outubro fabricou 51,7 milhões, nível 42,4% maior na comparação interanual.


Economia Nacional

Itaipu -Lula envia ao congressoreajuste de valor pago ao Paraguai


   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou nesta quinta-feira a mensagem ao Congresso Nacional com acordo em que o Brasil concorda em aumentar de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões a taxa anual de cessão paga ao Paraguai pela energia que não utiliza da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
   A mudança foi acertada entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo durante encontro em julho deste ano, em Assunção, capital paraguaia.
   A mensagem presidencial precisa ser aprovada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado para o aumento entrar em vigor. O Legislativo paraguaio também deve aprovar.                     A mensagem de Lula será publicada amanhã no Diário Oficial da União.
   Hoje, o Brasil paga US$ 43,8 dólares o megawatt/hora mais US$ 3,17 pela cessão. Essa taxa passará para US$ 9,51. Pelo Tratado de Itaipu, Brasil e Paraguai têm direito à metade da energia produzida pela usina cada um e o que não for usado deve ser vendido ao sócio.    Atualmente, o Paraguai utiliza somente 5% da energia a que tem direito. O restante é vendido à Eletrobrás.
   O governo garante que o reajuste na taxa de cessão não significará aumento na conta de luz dos brasileiros.



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